Cirurgia Vascular e Endovascular

    • Cirurgia de varizes convencional

      É realizada com anestesia local, em pequenas incisões para retirada das varizes. O procedimento tem recuperação rápida e requer cuidados pós-operatórios simples, permitindo um breve retorno do paciente para suas atividades diárias. atualmente, a cirurgia convencional é uma técnica usada em casos específicos, quando o laser não é opção.

    • Cirurgia de varizes com laser

      A cirurgia para varizes que utiliza o endolaser (laser endovenoso) é feita para tratar as dilatações, principalmente nas veias safenas e veias perfurantes. Progressivamente, a ação do laser inutiliza as veias que já estão sem funcionar devido ao acúmulo de sangue em seu interior, dispensando a necessidade de remoção cirúrgica do vaso. Não deixa cicatrizes, quase não causa sangramento e exige apenas um dia de repouso, proporcionando uma recuperação bem mais cômoda e rápida.

    • Tratamento de varizes com espuma

      O método, também conhecido como escleroterapia, possibilita o tratamento das varizes superficiais no consultório, sem a necessidade de internação hospitalar. Como é praticamente indolor, dispensa anestesia e sedação. Essa terapia é feita através da injeção de um medicamento em forma de espuma, na veia afetada. Dentro do vaso, essa substância aumenta e ocupa o lugar do sangue, provocando a formação de cicatriz. O sangue então deixa de fluir, a veia seca e é absorvida pelo organismo.

    • Tratamento de microvarizes e vasinhos com microespuma

      Com o auxílio do ultrassom, um medicamento em forma de espuma (como uma mousse) é injetado nas veias varicosas doentes, fechando-as e resolvendo o problema. Com essa técnica, é possível tratar telangiectasias (aqueles vasos parecidos com teias de aranhas, muito frequentes nas coxas e atrás dos joelhos), varizes de maior calibre (tortuosas e com relevo) e até mesmo a veia safena.

    • Tratamento de microvarizes e vasinhos com laser transdérmico

      É um tipo de luz aplicada sobre a pele. Ela é absorvida pelo sangue e o aquece, sem envolver os tecidos ao redor. O resultado é a contração do vaso e seu fechamento.

    • Aplicações (Escleroterapia)

      O objetivo da escleroterapia é provocar uma reação inflamatória na veia doente, gerando um cordão com fibras, que é absorvido pelo organismo. Esse tratamento é feito através de líquido, espuma ou laser, por injeção ou aplicação sobre a veia, causando uma alteração nas células do vaso e eliminando-o.

    • Crio escleroterapia

      Variação da escleroterapia convencional que utiliza uma injeção de glicose a 73%, congelada a -40 graus Celsius. Com essa baixíssima temperatura ocorre um dano térmico na parede da veia e a sua contração (uma resposta natural ao frio), diminuindo o sangramento e os hematomas.

    • CLACS (Cryo-laser & Cryoescleroterapia)

      Uma nova técnica para o tratamento das varizes com menos dor e bons resultados. A Clacs utiliza o laser, a escleroterapia e jato de ar gelado, reduzindo o número de sessões e secando os vasinhos de maneira mais rápida.

    • Aneurismas

      A vasodilatação é um processo fundamental para o equilíbrio da pressão arterial e a regulação térmica do organismo. Ela consiste no alargamento de um vaso sanguíneo, ocasionado pelo relaxamento temporário do tecido muscular que compõe a parede desses vasos. Em condições normais, a dilatação dos vasos é totalmente natural.
      Aneurisma é uma alteração que se forma na artéria, em decorrência de uma vasodilatação anormal. Essa saliência cresce progressivamente, até que se rompe, podendo levar à morte. Ao contrário do que se pensa, pode aparecer em diversas partes do corpo.

    • Doenças das Carótidas

      É causada a partir da estenose, que é o estreitamento das artérias carótidas. Ela compromete o fluxo de sangue e de oxigênio que vai para o cérebro e, com a sua evolução, pode provocar o Acidente Vascular Cerebral (AVC), também conhecido popularmente como derrame.
      As causas são praticamente as mesmas da aterosclerose: hereditariedade (histórico familiar), idade avançada, hipertensão e diabetes, além dos fatores de risco que potencializam a ocorrência da doença, tais como sedentarismo, obesidade, má alimentação e tabagismo.
      A partir do diagnóstico, o médico especialista em Angiologia e Cirurgia Vascular fará a definição do tratamento mais adequado para o paciente, considerando o seu histórico e a evolução da doença.

    • Doença Arterial Obstrutiva Periférica (aterosclerose – DAOP)

      A Doença Arterial Obstrutiva Periférica é uma condição em que acontece o estreitamento e endurecimento das artérias que transportam o sangue para os membros inferiores do corpo - as pernas e os pés.
      Embora muitas pessoas com doença arterial periférica apresentem sintomas leves ou até mesmo nenhum sintoma, outras sentem dor nas pernas ao caminhar (claudicação intermitente).
      Se a doença arterial periférica progredir, a dor surge até mesmo em repouso ou com a pessoa deitada (dor isquêmica de repouso). Pode ser intensa o suficiente para interromper o sono.

    • Pé Diabético

      Pé diabético é um termo usado para referir o maior risco que os diabéticos têm de apresentar problemas nos pés, como feridas, trombose, infecções e úlceras. O ideal é que todos os diabéticos, além de fazerem o tratamento adequado, busquem prevenir problemas nos pés, tendo cuidados como usar sapatos confortáveis, não retirar calos e procurar o médico logo que notarem alguma alteração nos pés.
      O tratamento do pé diabético é feito de acordo com o tipo de lesão e a sua gravidade. Deve ser sempre orientado por um médico, mesmo no caso de pequenos cortes ou feridas, pois eles são capazes de piorar rapidamente.
      Nos casos mais graves, pode ser necessário fazer cirurgia para retirar a região afetada da pele e favorecer a cicatrização. No entanto, quando a ferida não é detectada logo ou quando o paciente não cumpre o tratamento adequadamente, pode ser necessário amputar o pé ou parte dele.

    • Varizes/Úlcera Venosa/Ferida na Perna

      A úlcera venosa ocorre a partir de um aumento da pressão nos membros inferiores (pernas), provocado por varizes e doenças do refluxo nos vasos. Isso ocasiona um transtorno na circulação que dificulta o retorno do sangue das pernas para o coração. Essa dificuldade aumenta a pressão das veias, gerando dor, sensação de cansaço e peso nas pernas, manchas, coceira e feridas.
      Além da úlcera venosa, existem outras úlceras de pernas, com diversas causas. Entre elas estão as doenças infecciosas ou autoimunes, anemia falciforme, tumores de pele e úlceras de diabéticos. Ferimentos infectados, hipertensão arterial sem controle e má irrigação da perna também podem facilitar o aparecimento da úlcera.
      O tratamento dependerá da situação do paciente e será indicado pelo médico. Entre as opções disponíveis estão: repouso, medicamentos, curativos – associados à compressão (ataduras) e uso de meias elásticas, escleroterapia por espuma guiada por ultrassom e tratamento cirúrgico.

    • Exame de Ecodoppler

      O Eco-Doppler é um exame feito com aparelho de ultrassom que avalia com precisão o fluxo dos vasos sanguíneos e mapeia artérias ou veias que precisam de cuidados médicos. Ele detecta aneurismas, dilatações, estreitamentos ou oclusões dos vasos, assim como tromboses venosas ou arteriais. O procedimento é simples, eficaz, seguro e indolor. Na maioria dos casos, o eco-doppler não exige nenhuma preparação do paciente e o seu tempo médio de realização é de meia hora, mas pode variar de acordo com o caso. Como não envolve radiação, pode ser feito várias vezes e em qualquer idade, até mesmo durante a gravidez. A versão mais avançada disponível desse exame é o eco-collor-doppler.

    • Fístulas arteriovenosas

      Normalmente, o sangue flui de uma artéria para uma veia por meio dos vasos capilares. Quando essa intermediação não acontece, é porque surgiram as fístulas arteriovenosas, ou seja, canais de comunicação patológicos. Eles podem ser congênitos (são casos raros) ou adquiridos. O diagnóstico seguro é feito com ultrassonografia doppler, que também detecta a amplitude do quadro. Se a região afetada for mais profunda (como a aorta e a veia cava), a ressonância magnética fornece imagens mais esclarecedoras. Se o caso exigir tratamento, pode ser necessária uma angiografia, com a injeção de contraste para apoiar a decisão sobre a melhor conduta para tratamento.

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